O cara

Fernando Scheffer celebra conquistas e projeta metas para 2019



O ano de 2018 foi especial para Fernando Scheffer. Em janeiro, o nadador natural de Canoas (RS), então com 19 anos, desembarcava em Belo Horizonte para defender as cores do Minas Tênis Clube. Os primeiros dias foram de ansiedade e muita expectativa. Fernando, que começou na natação aos seis anos, por influência do irmão mais velho, mudava de ares na busca por resultados expressivos. As conquistas não demoraram a aparecer.

Na temporada passada, Scheffer foi recordista sul-americano dos 200m e 400m livre e recordista mundial com a seleção brasileira no revezamento 4x200m livre no Mundial de Piscina Curta, disputado em Hangzhou, na China. Ao lado de Luiz Altamir Melo, Leonardo Santos e Breno Correia, Fernando conquistou o ouro e ajudou o Brasil a subir no lugar mais alto do pódio com o tempo de 6m46s81, quase dois segundos abaixo do antigo recorde (6m49s04). Rússia, em segundo lugar (6m46s84), e China (6m47s53) completaram o pódio.

Em conversa com o site do Minas, Fernando Scheffer falou sobre o ano de 2018 e as expectativas para a atual temporada.

As metas de 2018 foram alcançadas?

Acho que foi até melhor do que a expectativa. Eu tinha planejado melhorar um pouco alguns tempos, pensava no recorde sul-americano, mas não achava que seria tão cedo. No ano passado, eu bati o recorde sul-americano cinco vezes, fui campeão mundial no revezamento, recordista mundial... então, foi um pouco acima do que eu estava esperando.

Qual foi o momento mais especial de 2018?

Acho que o recorde mundial foi uma prova diferente. A gente já falava sobre isso na aclimatação, conversávamos, a gente falava que tinha chance. Começou como uma brincadeira, só que todo dia brincávamos. Isso ficou internalizado. Na hora da prova, a gente só deixou acontecer. Essa foi uma prova que a gente tem que acreditar que realmente podemos alcançar nossos objetivos. O quinto recorde sul-americano foi no Open, logo depois do Mundial. Baixei minha marca em meio segundo, bati de novo o recorde sul-americano. Isso só mostrou como o trabalho foi bem feito durante o ano.

Qual foi o momento mais difícil de 2018 e o que você tirou de lição?

Acho que o começo do ano tinha a insegurança da mudança. Muda o treinamento, o local onde você mora, o clube onde você treina. Dava aquele frio na barriga, porque você sempre quer que dê certo. Acabei me adaptando muito bem, o Minas meu deu todo o suporte que eu precisava. Já na primeira competição nacional baixei todos os meus tempos. A lição que eu tiro é acreditar no trabalho, nos profissionais que estão com a gente, toda a equipe interdisciplinar.

Quais as expectativas para 2019?

As expectativas subiram um pouco. Agora nós temos alguns objetivos um pouco mais agressivos, mas isso aumenta nossa responsabilidade e a vontade de treinar para alcançar os objetivos.

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Fotos:  Ignácio Costa / Minas Tênis Clube