Lugar da mulher

Como o machismo está na identidade da sociedade

Lugar da mulher


Fonte: Divulgação/Minas Tênis Clube

O Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube recebeu o espetáculo do Coletivo Os Conectores intitulado “Rosa Choque”. Em cartaz desde 2014, a peça mostra o machismo estrutural e como está enraizado na cultura nacional. O espetáculo faz com que a plateia sinta de forma intensa as questões da diferença do tratamento entre homens e mulheres já que os gêneros são divididos e os homens entram primeiro. Ao fim da apresentação os atores conversaram com o público sobre a produção da peça e as questões que ela aborda.

Num primeiro momento os atores em cena jogam na cara do espectador todas as frases que homens e mulheres ouvem desde a mais tenra idade. Frases que enfatizam a diferença na forma como serão tratados pelos para todo o sempre. Logo sente um desconforto no público e solta risos nervosos e suspiros. A inversão dos papeis para deixar claro para o homem o que a mulher sofre, a peça faz o homem vivenciar os medos, sofrimentos e angústias das mulheres. Durante o espetáculo é lida uma notícia do dia da encenação sobre algum crime contra a mulher.

Cris Moreira e Guilherme Téo, atores do espetáculo, fazem um momento de depoimento em que contam experiências próprias com as questões do machismo. Ela lembra momentos de abuso e de como deseja e vai criar seu filho para que ele não seja um exemplar de homem machista. Ele conta como percebeu que mesmo não achando e não se reconhecendo machista, acaba por ter esse sentimento de superioridade à mulher enraizado em seus comportamentos.

Rosa Choque venceu na 3ª edição do Prêmio Copasa/Sinparc nas categorias de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Iluminação e foi indicado na categoria de Melhor Texto.