Conhecimento que transforma

Grupo Educação do Minas Tênis Solidário promove o empoderamento de ex-moradoras de rua

Conhecimento que transforma


“A educação é tudo! Através dela aprendemos a importância dos valores, da ética, do respeito pelo ser humano e nos tornamos capazes de lidar com as dificuldades da vida”. A afirmação é da professora Ruth Doramar Wanderley, que lecionou geografia por mais de duas décadas no Colégio Loyola e foi coordenadora da mesma disciplina. Ruth é a líder do grupo Educação do Programa Minas Tênis Solidário, que tem como principal objetivo disseminar o conhecimento por meio de palestras e reuniões em comunidades carentes, levando informações e conhecimentos que contribuem para mudar a vida das pessoas. 

 

Atualmente, o grupo Educação do Minas Tênis Solidário desenvolve um projeto piloto na Casa Madre Teresa de Calcutá, localizada no Alto Vera Cruz, que inclui palestras, orientações profissionais e até uma oficina de bordado para gerar renda. “O projeto é de empoderamento de mulheres que são ex-moradoras de rua e que estão, através do bordado, tentando a inclusão social”, conta Ruth. Saiba mais na entrevista a seguir.  

  

Minas Tênis Clube: Quando você começou a desenvolver trabalhos voluntários e quais foram as suas motivações ou inspirações?

Ruth Doramar Wanderley: Minha ligação com o Minas Tênis Solidário se iniciou há três anos, mas tive sempre a motivação e a oportunidade como professora do Colégio Loyola, onde trabalhei por 23 anos. O colégio estimulava os alunos e professores a participarem de ações solidárias através da pastoral. Minha motivação maior é a satisfação interior de ajudar ao próximo. Penso no trabalho voluntário como uma forma de ajudar a pessoa a crescer e não somente uma ação assistencialista.

  

MTC: Quais são as principais atividades desenvolvidas pelo grupo Educação do Minas Tênis Solidário?

RDW: Nós trabalhamos com vários projetos. Atualmente, estamos com um piloto na Casa Madre Teresa de Calcutá, localizada no Alto Vera Cruz. O projeto é de empoderamento de mulheres que são ex-moradoras de rua e que estão, através do bordado, tentando uma inclusão social. As atividades que realizamos com elas são palestras e conversas feitas mensalmente com o grupo, buscando desenvolver a autoestima, além de estabelecer metas na produção de bordados. Desde o início do ano, a principal demanda da casa é trabalhar a postura das mulheres, para que possam ser inseridas no mercado de trabalho. Nas palestras ressaltamos a importância da boa apresentação pessoal em uma entrevista de emprego, da escolha das roupas mais adequadas, auxiliamos na adequação da linguagem e ensinamos a importância do cuidado com os documentos pessoais e da relevância do planejamento financeiro para auxiliar na organização das despesas familiares.

 

MTC: Quantas pessoas participam do grupo e como são idealizadas as ações?

RDW: Somos, ao todo, sete membros e as ações são idealizadas e planejadas em reuniões realizadas mensalmente. Desde o início da pandemia, nossas conversas tem sido, basicamente, pela internet, através do WhatsApp.

 

MTC: Atualmente, em tempos de pandemia, o que o grupo tem feito em prol das instituições atendidas?

RDW: Inicialmente, fizemos uma reunião com os gestores da Casa Madre Tereza de Calcutá, para sabermos qual era a maior necessidade deles. A partir daí, fizemos uma reunião para organizar as ações. Como os encontros presenciais não estão sendo possíveis, sugerimos divulgar as fotos dos trabalhos produzidos pelas mulheres atendidas nas redes sociais. Oferecemos a eles um suporte de educação financeira, de modo a auxiliar na administração do valor recebido, por meio do auxílio emergencial do governo. Além disso, os membros do grupo estão divulgando o Instagram da Casa para todos os seus contatos, para fomentar as vendas.

 

MTC: Em sua opinião, qual é a importância das ações sociais para as pessoas e instituições atendidas?

RDW: É muito importante desenvolver ações sociais em um país tão desigual como o nosso e fazer alguma coisa por alguém nos dá uma satisfação muito grande. A alegria como somos recebidos e o crescimento pessoal das pessoas nos mostra o quanto somos importantes e fazemos a diferença.