Amado Jorge

A obra do escritor baiano abre a temporada 2019 do programa literário do CCMTC, “Letra em Cena. Como ler...”

Amado Jorge


O programa literário do Minas Tênis Clube, “Letra em cena. Como ler...”, abre sua quarta temporada, no dia 19, às 19h, no Café do Centro Cultura Minas Tênis Clube (CCMTC), com  a análise da obra do baiano Jorge Amado (1912- 2001) pela jornalista, professora e biógrafa Joselia Aguiar. A leitura de textos do escritor baiano será feita pelo ator Luciano Luppi. Durante o evento, ela lançará o livro “Jorge Amado: uma biografia”, pela Todavia Editora. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site www.sympla.com.br.  Classificação: livre.

 Fundação Casa de Jorge Amado / Acervo Zélia GattaiFundação Casa de Jorge Amado / Acervo Zélia Gattai

Um dos mais conhecidos escritores brasileiros, Jorge Amado tinha, na época de sua morte, mais de 100 milhões de cópias vendidas de seus livros, que foram traduzidos para 49 idiomas. Suas obras foram adaptadas para o cinema, o teatro e a TV, como “Gabriela Cravo e Canela”, “Tereza Batista cansada de guerra”, “Tieta do Agreste”, “Tenda dos Milagres”, entre outros.   “Ele teve uma trajetória literária que se iniciou muito cedo, mal completava 19 anos, e produziu praticamente até o fim da vida, aos 88 (morreu poucos dias antes de fazer 89). Nos primeiros livros, feitos com rapidez e muito engajamento político na década de 1930, ainda não era um autor maduro. A fisionomia de sua escrita vai se alterando, e quando chega aos anos 1950 ele já tem um estilo "amadiano" muito identificável, com um trabalho de texto maior e muito mais humor”, afirma a professora Josélia Aguiar.

Foto de João BertholiniFoto de João Bertholini

Comunista confesso, Jorge Amado colocava em seus textos um pouco sobre a ideologia. “Nos primeiros livros, o herói sempre se engaja na luta política. No fim da história, são comuns episódios de greve e, às vezes, o narrador disserta sobre temas num tom panfletário. São os casos de romances como ‘Cacau’ (1933) e ‘Suor’ (1934), e acredito que seu auge nesse primeiro momento são ‘Seara Vermelha’ (1946) e ‘Subterrâneos da liberdade’ (1954)”, observa a palestrante, acrescentando que “a crítica literária não influenciava a sua escrita que era avessa ao intelectualismo e próxima da oralidade”.

Sobre o Letra em cena. Como ler...

O “Letra em Cena. Como ler…” é um projeto do Centro Cultural Minas Tênis Clube com o escritor, jornalista e curador José Eduardo Gonçalves, que tem como objetivo levar grandes clássicos da literatura nacional, de forma fácil e leve, para o grande público. Para a temporada 2019, estão previstas palestras sobre Carolina de Jesus, Manuel Bandeira, Otto Lara Resende, entre outros.

Siga as redes sociais oficiais da Cultura do Minas:
Facebook: 
/mtccultura
Instagram: @mtccultura

Serviço
Data: 19 de março.
Horário: 19h.
Local: Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia 2.244 – Lourdes).
Classificação: livre.
Inscrições: www.sympla.com.br, gratuitas.