Sessão de terapia

Peça mostra a essência da psicanálise, no Teatro Bradesco cheio

Sessão de terapia


Fotos: Divulgação / Minas Tênis Clube

A peça Hilda e Freud, que conta um pouco das sessões de terapia que o dr. Freud fez com a poeta e escritora Hilda Dolittle, estreou na noite de sexta-feira, dia 12 de maio, com a plateia do Teatro Bradesco esgotada. A peça é estrelada pelos atores Bel Kutner e Antonio Quinet. Veja as fotos aqui.

No início da peça, a locução em off avisou o espectador:  “Desligue o celular e mergulhe no inconsciente”. E é isso que as sessões de psicanálise da poeta sem inspiração, Hilda Dolittle, H.D, fazem com o público. Não há como não ouvir o que Freud diz com H.D e não refletir sobre a vida e as escolhas pessoais.

A produção faz parte da pesquisa de Antonio Quinet, denominada  “Teatro e psicanálise”, quando fazia mestrado e doutorado da Universidade Veiga de Almeida. O objetivo de Quinet é passar a psicanálise por meio do teatro e, assim, levar ao público às descobertas do inconsciente.

A peça deixa o público inquieto porque as aflições de Hilda atingem, em cheio, o coração e as razões de cada um. Percebe-se na poeta o sofrimento de não se conhecer, da procura por sua identidade fora de si, e a angústia de, depois de tudo, ver que a fonte de todas as dores está na família, na mãe, no irmão e no pai.

A peça é uma imersão no inconsciente, uma viagem ao centro da vida e o desejo de entender a si, ser pleno e feliz. Não se sabe se Hilda conseguiu, mas ver a procura é uma beleza.

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