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Cobra Coral canta a obra de Caetano Veloso, no Teatro Bradesco

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Os shows do quarteto Cobra Coral cantando canções de Caetano Veloso, no Teatro Bradesco do Centro Cultural Minas Tênis Clube, foi um sucesso. Flávio Henrique, Kadu Vianna, Mariana Nunes e Pedro Morais apresentaram suas versões para clássicos do compositor baiano, com novos arranjos e formato.

Os shows foram uma ode à obra do baiano Caetano Veloso. No repertório, canções do primeiro disco do artista, em que dividiu as faixas com Gal Costa, intitulado “Domingo”, lançado em 1967, como “Coração Vagabundo”. A versatilidade do artista baiano, que compôs samba, samba-canção, bossa, rock e baladas, foram incluídas na apresentação, para agradar a todos os gostos. O quarteto criou novos arranjos para “Queixa”, “Fora da ordem”, “Gatas extraordinárias” (que fez sucesso na voz de Cássia Eller), “Dom de iludir”, “Luz do Sol”, “Trem das cores”, dentre outras tantas canções.

Durante toda a apresentação, os quatro integrantes do grupo conversaram com o público e contaram histórias de algumas canções. Uma delas foi a de “Força Estranha”. Flávio Henrique não sabia ao certo onde ouviu a história, mas tem certeza que é verdade. “Quando Caetano e Gil foram convidados a se retirar do Brasil e a morar em Londres, Caetano ficou deprimido, e Gil aproveitou tudo. Certa vez, receberam a visita de Roberto Carlos, que ficou muito sensibilizado ao ver o estado de Caetano, extremamente triste. Quando voltou ao Brasil, compôs, para o baiano, a canção “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”, em 1971. Oito anos depois, já de volta ao Brasil, Caetano sentia que devia algo ao Rei Roberto Carlos e, em agradecimento, compôs a música “Força Estranha”, que muita gente acredita que é do Roberto. Mas não é não, hein?!”, explicou.

A apresentação, muito elegante e sofistica, ao mesmo tempo, tem bastante irreverência e uma profunda pesquisa de repertório. O quarteto assumiu, com responsabilidade e inteligência, a interpretação da obra de Caetano Veloso.

Aula de violão

Na tarde de dez de agosto, o quarteto Cobra Coral, antes de ir para o Teatro Bradesco passar o som e iniciar os trabalhos, passou pela sala de aula do Curso de Violão do Minas Tênis Clube.

De acordo com o instrutor do curso complementar de Violão e Musicalização, Flávio Versiani Ferreira Leite, foi um momento bom para os meninos. “Achei legal demais a gentileza do Cobra Coral em ter este momento com os alunos do Minas. Para os meninos da escola, foi bom ver de perto o artista e canções que estão no CD e no show”, contou.

Verisani ressaltou a gentileza e o cuidado com que o quarteto tratou e conversou com os estudantes. “Muitas vezes, o aluno acha que existe uma barreira muito grande entre o artista e o público e foi quebrada. O fato de eles falarem que têm que estudar e praticar foi muito legal, foi um exemplo para os alunos”, conclui.


Cobra Coral com os alunos de Musicalização do Minas Tênis Clube